O papel do médico de família no emagrecimento
- Amanda Schaffner
- há 5 dias
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É fato. Início de ano vem cheio de desejos de mudanças... Eu, honestamente, sempre sinto que é período de renovar ciclos.
Não é incomum que, dentre esses desejos esteja o de perda de peso, acertei?
E não é como se fosse a primeira vez, já que tiveram muitas tentativas, muitas opiniões não solicitadas que foram dadas...
Como você mesma percebeu, não é um processo simples: e te digo que fisiologicamente não é, mesmo. Há justificativas que tornam esse processo mais custoso: contexto de vida, set point para peso (a tendência a permanecer ou voltar ao maior peso que já teve na vida), excesso de disponibilidade de alimentos com baixa qualidade nutricional, sono irregular, uso de medicamentos, aumento de fome e menor sinalização para saciedade.
E definitivamente não é sobre apenas "ter força de vontade" - e como médica sempre reforço e reforçarei isso. Não somos robôs fazedores de tarefas. É preciso se compreender o contexto.

Na medicina de família e comunidade, o contexto fala sobre o momento atual. Aborda as dores, os medos, as experiências prévias e os sentimentos que se tem em relação a própria saúde. A gente não acredita que o cuidado em saúde vem desvinculado disso. Pra tratar, preciso escutar e compreender.
Além de buscar a competência técnica, atualizar frequentemente com o objetivo de proporcionar o melhor cuidado, é necessário que esse cuidado faça sentido A VOCÊ. Que suas dúvidas e preocupações sejam acolhidas, e que o processo faça sentido, e talvez até ressignificado, sabe?
Como qualquer outro cuidado em saúde, o emagrecimento não tem uma fórmula pronta, ou protocolo milagroso. Ele deve envolver cuidado contínuo, individualizado, humano. Do jeito que você merece e deve ser acolhido.
Estou aqui com você.


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